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Comida

O Ribatejo é uma região rica em produtos por isso, oferece na sua gastronomia, variados pratos típicos, tais como:

A Lenda da Sopa da Pedra tem diversas origens, sendo possível encontrar muitas versões onde a personagem principal é uma criança, um viajante, um frade, um soldado, e a pedra é às vezes um botão, um pedaço de madeira, etc. Todas, no entanto, conservam intacta a mensagem principal sobre o valor da cooperação e da partilha de recursos que, postos em comum, criam riqueza – nem que seja, no caso de uma aldeia esfomeada, uma sopa…

De acordo com a lenda, alguns viajantes chegam a uma aldeia, não trazendo nada, a não ser uma tigela vazia e, de porta em porta, pedem aos aldeões comida para saciar a fome. Desconfiados, e eles próprios com fome e pouco para comer, os aldeões recusam-se a partilhar a sua comida com os viajantes. Então, um viajante enche a tigela com água e deixa cair uma pedra grande dentro dela. Os viajantes colocam-na no meio da praça central da aldeia e começam a aquecê-la. Esta iniciativa deixa os aldeões perplexos e um pouco curiosos…. Um deles pergunta aos viajantes o que estão a fazer. Eles respondem, “Estamos a preparar uma deliciosa sopa de pedra! Está praticamente pronta, só falta um pouco de ingredientes para terminá-la”. Para ajudar a terminá-la, um aldeão vai então a casa procurar um pouco de cebola, só um pouco, para acrescentar à sopa…Outro, perguntando também sobre o prato, recebe uma resposta semelhante e lá vai a casa procurar um ingrediente que, segundo os viajantes, também falta para terminar a sopa. E assim, sucessivamente, a cada aldeão que pergunta, a sopa ganha mais um ingrediente, até que, finalmente, fica pronta uma deliciosa e nutritiva sopa, que os viajantes partilham com toda a aldeia.

https://www.stone-soup.net/index.php/pt/34-conteudos/quem-somos/103-lenda-sopa-pedra

Ingredientes:
– 1 litro de feijão encarnado
– 1 orelha de porco
– 1 chouriço negro (de sangue da região)
– 1 chouriço de carne
– 150 g de toucinho entremeado
– 750 g de batatas
– 2 cebolas
– 2 dentes de alho
– 1 folha de louro
– 1 molho de coentros
– sal e pimenta

Modo de preparação: Se o feijão for do ano, não necessita ser demolhado. Se for duro, põe-se de molho durante algumas horas. Escalda-se e raspa-se a orelha de porco.
Leva-se o feijão a cozer em bastante água juntamente com a orelha, os chouriços, o toucinho, as cebolas, os alhos e o louro. Tempera-se com sal e pimenta. Se for necessário juntar mais água, deve ser sempre a ferver. Quando a carne estiver cozida, retira-se e introduzem-se na panela as batatas cortadas aos quadradinhos e os coentros picados.
Deixa-se cozer a batata. Assim que se retirar a panela do lume, introduzem-se as carnes previamente cortadas aos bocadinhos e uma pedra bem lavada, que deve ir na terrina.
Acompanhe com: Encosta do Cedro ’98 – DOC Ribatejo.
(Esta receita foi especialmente cedida por José Manuel Toucinho, proprietário do célebre restaurante Toucinho de Almeirim)

https://tradicional.dgadr.gov.pt/pt/cat/sopa/717-sopa-da-pedra

A pesca e o transporte fluvial de pessoas e bens foram, durante gerações, as atividades principais de grande parte dos habitantes das povoações das margens dos rios, cuja alimentação foi condicionada pelos recursos de que mais facilmente dispunham: o peixe do rio. A grande quantidade de enguias que, ainda hoje, sobem os rios, apesar dos diferentes obstáculos que se levantam à sua migração, fez surgir nas diferentes localidades situadas ao longo das margens várias formas de confecionar este peixe, das quais se destaca o ensopado que, com pequenas variações, faz parte do receituário de toda esta zona.

http://jornalsabores.com/ensopado-de-enguias/

  • 6 enguias com cerca de 30 cm de comprimento
  • 6 tomates maduros
  • 8 fatias de pão caseiro, duro
  • 1 cebola média
  • 2 dentes de alho
  • 1 pimento encarnado grande
  • 1 ramo de coentros
  • 1 colher de sobremesa de açafrão
  • 1 colher de sobremesa de colorau
  • 1 foLha de louro
  • 2 dl de vinhobranco
  • 1 dl de azeite
  • Pirípíri em pó
  • Sal
  1. Compre enguias já amanhadas, elimine-lhes a cabeça, corte-as ao meio e ponha-as num recipiente. Tempere, de seguida, com o açafrão, o colorau, o vinho branco, sal e piripíri.
  2. Descasque e lave as cebolas e os dentes de alho, corte as cebolas em rodelas e os alhos em lâminas.
  3. Lave e escalde os tomates maduros, removendo a pele e as pevides antes de os cortar aos cubos. Lave o pimento, elimine as partes brancas e as sementes e corte em tiras de grossura média.
  4. Aqueça o azeitenum tacho, junte a cebola, os alhos e o louro e deixe tomar cor. Adicione, então, o tomate, o pimento e os coentros picados grosseiramente (reserve algumas folhas inteiras), e deixe cozinhar durante 20 minutos.
  5. Junte as enguias com a marinadae deixe cozer, em lume brando, durante 10 minutos. Retifique os temperos e retire do lume.
  6. Frite as fatias de pão em azeite, de ambos os lados, e coloque duas em cada prato de servir. Disponha sobre o pão 3 pedaços de enguias, com o molho, enfeite com umas folhas de coentros e sirva.
  7. Dica:Para dar ainda mais sabor a este ensopado, além dos coentros, use mais ervas aromáticas, como hortelã e salsa.

https://www.receitasemenus.net/ensopado-de-enguias-a-ribatejana/

Torricado era comida de pobres que alimentava os ranchos que trabalhavam na monda do arroz na lezíria ribatejana.

“O torricado fazia-se no campo. O pão era de qualidade, cortado com uma faca bem afiada e era posto a torrar só quando o lume estava no ponto”, recorda. Segundo João de Oliveira, o torricado era o prato que alimentava os ranchos de pessoas do Norte que trabalhavam na monda do arroz porque era um prato barato e calórico.

https://omirante.pt/semanario/2009-03-05/cultura-e-lazer/2009-03-05-torricado-com-bacalhau-para-o-ribatejo-conquistar-turistas-pelo-estomago

  1. Fatiar o pão. Faça-lhes uns cortes com a faca, na parte do miolo, até chegar à côdea mas sem cortar demasiado para que o miolo não se separe.
  2. Descasque e lave os dentes de alhoe corte-os ao meio.
  3. Coloque o pão numa chapa ou grelhador, leve ao lume, deixe torrar um pouco, retire quando começar a ficar estaladiço e esfregue-o com os dentes de alho.
  4. Leve novamente ao lume para aquecer, retire, esfregue mais uma vez com alho, coloque no grelhador agora com o miolo virado para cima, regue com 3 colheres(sopa) do azeite, polvilhe com um pouco de sal grosso e disponha numa travessa.
  5. Leve também o bacalhau a grelhar de ambos os lados, retire-o, rejeite-lhe as peles e as espinhas, lasque-o em pedaços grandes e espalhe-os por cima do pão.

https://www.receitasemenus.net/torricado-de-bacalhau/

Trata-se de um prato origem nas populações da zona ribeirinha do Tejo, concretamente da aldeia avieira das Caneiras que é parte da freguesia de S. Nicolau de Santarém.

É um prato que resulta da utilização de um produto da pesca avieira, a “fataça” utilizando-se para a sua confecção duas telhas de canudo de barro vermelho que levam os topos barrados com massa crua de pão, que vedam o molho, servindo uma de assadeira e a outra de tampa. A fataça depois de amanhada e temperada de sal, leva uns golpes onde são colocadas tiras de toucinho entremeado e em seguida é barrada com um molho feito separadamente (cebola, alho, louro, colorau, azeite e malagueta). Uma vez temperada e composta, a fataça vai na telha ao lume de lenha feito no chão ou ao forno de lenha, onde é assada lentamente. No fim de pronta serve-se com batata cozida com pele e pode ser acompanhada com salada à escolha (tomate ou alface). A “ TI JULHA MAÇAROCA” foi quem cozinhou e divulgou com êxito, durante muitos anos, este prato que era servido à beira do Tejo, numa mesa corrida de madeira debaixo de uma sombra de rama de salgueiro que existia à sua porta nas Caneiras.

https://www.cm-santarem.pt/descobrir-santarem/gastronomia/item/1099-fataca-assada-na-telha

Ingredientes:

  • 2 fataças redondas ;
  • fatias de toucinho de salga ;
  • 1 cebola grande ;
  • 2 dl de azeite ;
  • 1 colher de chá de colorau ;
  • 3 dentes de alho ;
  • 1 folha de louro ;
  • vinagre q.b. ;
  • piripiri q.b. ;
  • salsa ;
  • 3 batatas médias

Confecção:

Golpeia-se o peixe e nos cortes introduzem-se as fatias de toucinho. Salpica-se com sal. À parte, numa tigela, pica-se a cebola e juntam-se os restantes ingredientes (excepto as batatas). Forra-se o fundo da telha com fatias de toucinho e coloca-se o peixe dentro. Decora-se com as batatas cortadas em cubos pequenos e com o molho. Vai ao forno bem quente até corar. Serve-se bem quente.

http://www.gastronomias.com/portugal/ribatejo032.html

Consiste num doce de ovos cobertos com fios de ovos queimados.

 

História:

” Conta a tradição que a denominação «Palha de Abrantes» se encontra associada ao movimento fluvial que em tempos animava o Tejo. Abrantes era um porto de paragem no abastecimento de, entre outros produtos, fardos de palha para os animais de tiro da capital. Nasceu assim a citação de «se queres palha vai a Abrantes». É senso comum que este produto tem a sua origem nos conventos de freiras existentes na cidade, nomeadamente o Convento da Graça, da Ordem das Dominicanas. Considera-se uma «obrigação» para quem vai a Abrantes provar os doces regionais, dos quais o mais célebre é este.”

In
https://tradicional.dgadr.gov.pt/pt/cat/doces-e-produtos-de-pastelaria/263-palha-de-abrante

RECEITA

Ingredientes:

Para a calda de açúcar

  • 1000 gr de açúcar
  • 1000 ml de água

Para a massa de ovo

  • 40 gemas
  • 100 gr de amêndoa moída
  • raspa de limão q.b.

Para os fios de ovos

  • 10 gemas
  • Hóstia em pedaços q.b.

Para fazer a calda, levar a água com o açúcar ao lume até ferver.
Para fazer os fios de ovos, passar as gemas por um passador para retirar eventuais partes de claras.
Quando a calda estiver a ferver, deita-se as gemas por um regador, em fios finos. Deixa-se cozer na calda durante alguns minutos, retira-se e deixa-se arrefecer.
Para fazer a massa de ovo, mistura-se as gemas com o açúcar e a amêndoa moída, juntamente com um pouco de raspa de casca de limão. Deixa-se ferver a 250ºC até ganhar ponto e ficar espessa.
Nas forminhas de papel, colocar um quadradinho de hóstia. Por cima deitar uma dose de massa de ovo e por fim os fios de ovos.
Levar ao forno durante 3 a 4 minutos para tostar.

In https://lifestyle.sapo.pt/sabores/receitas/palha-de-abrantes

“Embora não haja certezas em relação à origem deste doce, crê-se que as fatias serão provenientes do convento de Santa Iria de Tomar e conta a lenda que que esta era a sobremesa favorita dos frades do Convento de Cristo. Inicialmente eram designadas Fatias da China, designação que não é do agrado dos tomarenses, mas como ainda hoje também são conhecidas. O facto de serem uma especialidade de Tomar, levou a que ficassem conhecidas com o nome da cidade.”

In http://www.docesregionais.com/fatias-de-tomar/

RECEITA

Ingredientes:

Para as fatias

  • 24 gemas

Para a calda

  • 1 kg de açúcar
  • 1 litro de água

Para a decoração (opcional)

  • fios de ovos q.b
  • cerejas em calda

Separe as gemas das claras e bata imediatamente as gemas (durante 1 hora, à mão, ou 20 minutos na batedeira elétrica).

Deite a massa numa forma oval com tampa, muito bem untada. Introduza a forma em banho-maria, já a ferver, e deixe cozer durante 1 hora sem nunca parar a fervura da água. Verifique a cozedura com um palito e, quando a massa de gemas estiver cozida, retire e deixe arrefecer.

Enquanto a massa arrefece, e antes de ser cortada, prepare a calda. Leve o açúcar e a água ao lume e deixe ferver cerca de 5 minutos até a calda atingir um ponto fraco.

Desenforme o bolo de gemas, deixe arrefecer e corte-o em fatias grossas, ao alto.

Mergulhe as fatias, uma a uma, na calda de açúcar, que deve borbulhar ligeiramente. Deixe-as inchar até absorverem um pouco de calda.

Retire cuidadosamente as fatias com a escumadeira e coloque-as numa travessa de servir, regando-as com a restante calda. Poderá enfeitar o doce com fios de ovos e cerejas, se assim o desejar.

 

Os Pampilhos não têm uma longa tradição por si próprios, mas têm-na na medida em que foram «imaginados» em homenagem ao homem do Ribatejo, mais propriamente ao campino que na lezíria guarda os touros. O pampilho é a vara comprida com que o campino dirige os animais, e daí o formato do bolo. O bolo é uma criação, de há cerca de 30 anos, do Sr. Diamantino Veloso, então pasteleiro da Pastelaria Acides (local onde os alunos da Escola Agrária da região e a elite dos «forcados de Santarém» se reuniam habitualmente para confraternizar). Desta maneira a pastelaria homenageou as gentes ribatejanas ligadas aos mais conhecidos ex Libris do Ribatejo: o touro e o cavalo.

In https://tradicional.dgadr.gov.pt/pt/cat/doces-e-produtos-de-pastelaria/200-pampilho

Receita

INGREDIENTES

Massa

  • 1 unidade ovo
  • 1 unidade ovo, Só gema, para pincelar
  • 130 grama açúcar
  • 130 grama margarina amolecida
  • 300 grama farinha

Recheio

  • 130 grama açúcar
  • 6 unidade ovos, Só gema
  • 70 grama água
  • 1 unidade canela

Comece por preparar os ovos-moles. Coloque no copo a água e o açúcar e programe 20 min./ Varoma/ vel. 1.

Retire o copo da base e deixe a calda arrefecer até aos 60º C (cerca de 30 minutos).

Deite um pouco da calda sobre as gemas, ligeiramente batidas, misturando bem.

Insira a borboleta no copo, programe 12 min./ 100º C/ vel. 1 e adicione as gemas, em fio, através do bocal da tampa.

Retire o doce de ovos do copo e deixe arrefecer até ganhar consistência (cerca de 3 horas).

Antes de começar a preparar a massa, ligue o forno a 250º C.

Com o copo limpo, bata o açúcar, a manteiga e o ovo, programando 4 min./ vel. 4.

Adicione a farinha e misture 15 seg./ vel. 6.

Deixe repousar cerca de 30 minutos.
Estenda a massa numa superfície enfarinhada, usando um rolo também polvilhado com farinha, de forma a obter uma espessura de aproximadamente 4 milímetros.

Corte a massa em retângulos de 15×10 cm. Recheie uma das metades com os ovos-moles, polvilhe com canela e enrole com a outra metade da massa, formando uma espécie de torta.

Coloque os pampilhos num tabuleiro forrado com papel vegetal, pincele com a gema ligeiramente batida e leve ao forno, pré-aquecido a 250º C, cerca de 5 minutos. Após este tempo, mantenha só o termóstato superior do forno ligado e toste a superfície dos bolos cerca de 3 minutos.

In https://www.mundodereceitasbimby.com.pt/bolos-e-biscoitos-receitas/pampilhos/ht1l0mez-ef1a6-723906-cfcd2-ur5xs064

Descrição: Bolos irregulares de amêndoa, feitos com amêndoas e açúcar em partes iguais e claras de ovos para ligar, e cuja superfície apresenta bicos. A sua forma é redonda, com 8 cm de largura e 2 cm de altura, e têm uma superfície irregular, donde lhe vem o nome de Arrepiado. Apresenta cor castanho-clara.

Região: Lisboa e Vale do Tejo.

Outras designações: Arrepiadas. Carriços. Carrasquinhas do Algarve.

Particularidade: Configuração rugosa com aspecto de pele arrepiada.

História: Os Arrepiados foram criados no mosteiro de Almoster, fundado em 1289 por D.ª Berenjária ou Berengueira, monja bernarda. Al monasterium (o mosteiro) é o topónimo que acasala o árabe com o latino e evoca a religiosidade cristã. Das freiras temos hoje as receitas dos Celestes e dos Arrepiados. Desconhece-se o nome da monja ou monjas que o conceberam, mas uma velha história de Almoster conta que a rivalidade entre as freiras de Santa Clara e das Bernardas, a respeito de doces, era tão grande que um dia uma freira bernarda, ao ouvir que iam ser visitadas por um alto dignitário eclesiástico, exclamou: «Vou fazer um doce tão bom que eles até se arrepiam!». Daqui o nome de Arrepiados. Inicialmente eram distribuídos na romaria de S. Bernardo, mas eram tão apreciados, por não serem muito doces e, por isso, nada enjoativos, que a sua receita se encontra hoje bastante divulgada. São incluídos tradicionalmente nas sobremesas do Festival Nacional de Gastronomia e figuram nos roteiros turísticos da Região de Turismo do Ribatejo.

Uso: São consumidos a qualquer hora do dia, sendo ainda incluídos nas ementas de festas.

Saber fazer: A amêndoa torrada, cortada em fatias fininhas, é adicionada às claras em castelo batidas com açúcar. Formam-se os bolinhos num tabuleiro e cozem no forno.

https://tradicional.dgadr.gov.pt/pt/cat/doces-e-produtos-de-pastelaria/740-arrepiados-do-convento-de-almoster