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Almeirim – Alpiarça

Almeirim

O concelho de Almeirim situa-se na lezíria da margem esquerda do Tejo e estende-se desde o Rio às proximidades da Serra de Almeirim. Contudo, existe uma grande diversidade de paisagens rurais e urbanas, ou seja, campos da lezíria, charneca e os montados silvícolas que estabelecem a transição do Riba-Tejo com o Alem-Tejo.

Vista da cidade de Almeirim e dos campos

O concelho de Almeirim pode ser avistado de Santarém, daí avista-se a planura da outra margem do Tejo, a beleza dos campos e o arvoredo frondoso.

Almeirim é uma cidade ribatejana famosa e bela, uma terra cheia de tradições.

Em 1411,  D. João I mandou edificar um palácio num lugar a que os mouros já chamavam Al-Meirim (nome próprio de um homem).

É aqui que os reis e senhores passam a passar momentos de entretenimento e tratar de negócios do Reino. Isto, acontece também devido ao facto de estar rodeada de bons meios de subsistência. Além disso, a caça, muito mais que um desporto ou meio de adquirir alimentos, era um bom treino físico e mental para manter os cavaleiros aptos para a guerra. Portanto, esta terra dispunha de grandes e magnificas coutadas de caça, que se estendiam por uma grande extensão, a vizinhança de Santarém, as proximidades do Tejo e o acesso fácil a Lisboa por via fluvial, o que tornou Almeirim o lugar privilegiado dos reis da segunda dinastia e de todos os membros da corte.

No ano de 1411 D. João I mandou edificar um Paço Real, rodeado de belos jardins e hortas viçosas. O edifício foi ampliado por D. Manuel I, que o transtornou num aprazível palácio de Inverno. Ou seja, Almeirim era uma “Sintra de Inverno” para a Corte portuguesa.

Manuel I passou em Almeirim um largo tempo e além das obras do palácio já mencionadas, também mandou edificar um novo paço, mais perto da Ribeira de Muge, de que hoje já só restam os pórticos. E também, mandou construir um convento em louvor a Nossa Senhora, o Convento da Serra.

Pórtico do Antigo Convento de Nossa Senhora da Serra, na localidade da Raposa (Fotografia da Junta de Freguesia da Raposa)

Pouco resta desse papel real e a maioria dos seus visitantes apenas vai ali para provar a famosa sopa de pedra. Mas existe um conjunto de locais que devem ser visitados que apresentamos.

Biblioteca Municipal Marquesa do Cadaval
Antigo Cine-Teatro recuperado
Edifício da Câmara Municipal de Almeirim
Igreja de São João Baptista
Igreja de S. João Baptista

Aqui importa visitar com um pouco de tempo a imponente Igreja Matriz, com uma pia baptismal quinhentista, o tecto de estuque com pintura ao centro do mestre Carlos Reis, as imagens do padroeiro, São João Baptista, da Escola de Machado de Castro, e de Nossa Senhora da Conceição, de madeira policromada, ambas com um trabalho de estofo admirável, e invulgar imagem da Santíssima Trindade.

Igreja do Divino Espírito Santo – Escolas Velhas
Igreja do Divino Espírito Santo

Este edifício foi recuperado e é constituído pela Igreja do Divino Espírito Santo e pelo edifício Escolar do tempo da 1ª República.

A igreja será do século XVI/XVII. Pertenceu à irmandade do Divino Espírito Santo de Almeirim.

Hoje é o centro de interpretação da história de Almeirim.

Aldeia da Raposa

É, pois, uma das mais antigas localidades desta zona, e nela estava integrado muito do território, agora pertencente a Fazendas de Almeirim. Trata-se de uma aldeia do interior considerada uma “Aldeia Jardim”.

Fotografia da Aldeia da Raposa

A igreja de Santo António remonta ao século XVII.

Em termos de património de interesse artístico e histórico, menciona-se a imagem de Cristo Crucificado, possivelmente originária do Convento da Serra e ainda a imagem de Santo António.

Igreja de Santo António
Imagem de Santo António
Imagem de Cristo na Cruz
Zona Verde - Ponte da Raposa

Paragem também obrigatória, nesta bela aldeia, será o parque da Zona Verde, um parque nas margens da Ribeira de Muge.

Alpiarça

Alpiarça é uma vila pequena e  bonita.

Dispõe de uma magnífica barragem, com condições para a prática de desportos náuticos (canoagem, remo) e pesca desportiva.

A sul da vila fica a casa Museu dos Patudos, rodeada por verdes campos. Foi residência do rico e culto José Relvas (1858-1929), colecionador de arte, diplomata, político e primeiro-ministro da República. A casa foi constuída por Raul Lino em 1905-9.

Jardim exterior da Casa Museu dos Patudos

A varanda, a que se sobe por uma escada exterior, está forrada a coloridos azulejos.

Interior da Casa Museu dos Patudos
Interior da Casa Museu dos Patudos

O museu contém a coleção pessoal de Relvas.

As pinturas renascentistas incluem uma Virgem com Menino e S. João, de Leonardo da Vinci, e um Cristo no Túmulo de Albrecht Dürer.

Há tambem pinturas de Delacroix e Zurbarán, bem como muitas obras de artistas portugueses do século XIX, incluindo 30 de José Malhoa.

Interior da Casa Museu dos Patudos
Interior da Casa Museu dos Patudos
Interior da Casa Museu dos Patudos
Interior da Casa Museu dos Patudos
Interior da Casa Museu dos Patudos
Interior da Casa Museu dos Patudos

Relvas também coleccionou porcelanas, bronzes, móveis e tapetes orientais, bem como tapetes de Arraiolos.