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Agricultura/ Casas Agrícolas

Gado bovino no campo

“Ao Sol, fulgura o Oiro dos milhos!

Os lavradores mai-los filhos

A terra estrumam, e depois

Os bois atrelam ao arado

E ouve-se além, no descampado

Num ímpeto, aos berros: – Eh! bois!”

António Nobre

Terra preparada para a sementeira do arroz

“Na margem direita do rio encontramos as terras mais calcárias e argilosas, onde a oliveira e a figueira marcam uma presença constante, mas em que a vinha e as culturas do trigo e do milho também se desenvolvem.

Na margem esquerda, a sul, vislumbra-se a “charneca“, local de solos mais pobres, onde crescem sobreiros, pinheiros e eucaliptos.

Mas é no centro que se encontra o “campo“, a borda d’água, ou mais exactamente, a lezíria, um dos ex-líbris por excelência do Ribatejo. É uma zona que o Tejo alaga praticamente todos os anos. Por isso, os seus solos são propícios à prática da agricultura, levando a que ali se desenvolvam uma série de culturas – o arroz, o trigo, a vinha, o milho – e se imponham as pastagens.

Não é pois por mero acaso que aqui se desenvolveu um cenário único de relações entre o homem, os animais e a natureza.”  In Portugal Passo a Passo: Ribatejo

Cavalo no campo

Com a descoberta da agricultura e da pastorícia a população começou a povoar a Lezíria, por esta ser rica em pastagens e o seu solo ser arável e nele se criarem bem quase todo o tipo de culturas (milho, trigo, tomate, vinha, oliveira).

Assim, com a sua diversidade de solos e climas viu nascer as suas aldeias e cidades ao redor das grande casas agrícolas. Estas casas agrícolas, ligadas à realeza eram proprietárias das terras e dependiam das populações, que nelas trabalhavam, assim como, a população dependia destas casas agrícolas.

Quinta do Casal Branco - Almeirim (do Fotografo Rui Louraço)